sábado, 30 de outubro de 2010

Olhos Vermelhos nas Fotos


Quem nunca ficou com os olhos vermelhos em alguma foto do álbum da vovó que atire a primeira pedra. Em alguns casos, o efeito é tão forte que a pessoa chega a se assustar. Mas por que isso ocorre?

Tudo acontece devido à retina, região do fundo dos olhos que é revestida por inúmeros vasos sanguíneos. Como o sangue é vermelho, quando a luz do flash das máquinas fotográficas consegue penetrar nessa região, a imagem refletida pode ficar meio avermelhada.

Nem sempre o efeito ocorre, pois não são todas as vezes que a luz do flash consegue penetrar nessa região do olho, visto que a pupila, que é da cor preta, se contrai e impede a passagem da luz. Por esse motivo, é bem mais provável que uma pessoa fique com os olhos avermelhados nas fotos tiradas em ambientes escuros, pois sua pupila se dilata e permite a entrada de luz na retina.

Hoje em dia, existem recursos nas próprias câmeras, que emitem luzes antes do flash com o fim de contrair a pupila e evitar o efeito indesejável.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

LUTO


Diante da morte de um ente querido, os adultos por desconhecerem o psiquismo infantil, não favorecem o entendimento e o processo de luto diante da perda, pois a morte ainda é um tabu para a nossa sociedade e na maioria das vezes os adultos não conseguem aceitar a idéia da morte.

A criança tem condições de construir o conceito de morte à medida que ocorre o desenvolvimento cognitivo. A forma como as crianças reagem ante a morte de um de seus progenitores depende da criação que receberam antes da perda. Pais que expuseram os filhos a situações de perdas significativas favorecem maiores recursos internos para que a criança lide com essa situação.

A forma como é comunicada a morte para a criança também é algo importante para o processo de elaboração de luto, é necessário evitar expressões como: "descansou", que leva a criança a fantasiar a volta da pessoa.

As crianças podem ser mais feridas pela negação da morte, por parte dos adultos, do que pela exposição à experiência da perda, uma vez que esta negação pode bloquear o processo de luto.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Contos Infantis


Os contos infantis vivenciados durante a infância auxiliam as crianças a se desenvolverem em todos os sentidos. Contar histórias para uma criança é uma forma de demonstrar afeto, assim como segurá-la no colo.

Um ato simples como esse pode estimular o desenvolvimento psicológico, cultural e emocional. A criatividade também é estimulada, fazendo com que a criança desenvolva a imaginação e encare os medos.

Os contos infantis propiciam à criança uma forma lúdica de aprender. Contribuindo na formação do ser humano, onde costumes e valores são passados.

O “era uma vez” dos clássicos contos infantis possibilita a identificação das crianças com os personagens, onde medos, angústias e conflitos podem ser trabalhados.

Algumas questões como o receio do abandono pelos pais, a insegurança e o medo de crescer fazem parte do mundo interior dos pequenos e podem ser vistas como temas principais das histórias infantis. 

Interpol


Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) é uma organização policial internacional que visa o combate a diversos tipos de crimes por meio da associação de agências de aplicação da lei de muitos países. Embora o trabalho da Interpol não tenha tanto glamour como é mostrado nos filmes, é de suma importância para o combate ao crime, especialmente o crime organizado e o terrorismo.

A organização não é uma agência policial comum, uma vez que não cumpre mandatos de prisão, nem possui presídios. O que a Interpol faz é servir como um elo entre os aplicadores da lei de um país com os de outro, ou seja, é uma espécie de “ponte” entre os países em prol do combate ao crime. Caso um suspeito da polícia brasileira esteja na Itália, por exemplo, é a Interpol que é acionada, e não as autoridades policiais italianas diretamente.

A Interpol surgiu por meio da criação da Comissão de Polícia Criminal Internacional, com sede em Viena, Áustria, em 1923. Para cumprir seus objetivos, a organização internacional conta com uma enorme base de dados de pessoas procuradas em todo o mundo, impressões digitais, informações de passaportes e até amostras de DNA. Além de sua sede, situada em Lyon, França, a Interpol conta com escritórios regionais na Argentina, El Salvador, Tailândia, Côte d'Ivoire, Quênia, Zimbábue e Nova York, que funciona como uma ligação especial com a ONU. Para manter toda essa estrutura, cada país associado contribui com uma quantia monetária, que varia conforme a grandeza de sua economia. Em 2007, o orçamento da Interpol foi de 44,7 milhões de euros. 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os banhos de antigamente


Nos dias de hoje, o hábito de tomar banho se transformou em uma questão de higiene e até em momento de entretenimento. Cada dia mais, designers e decoradores investem na construção de espaços amplos onde a pessoa tem a oportunidade de relaxar e esquecer os problemas cotidianos. Em algumas residências, o espaço do banheiro chega a ser maior que o da própria cozinha. Além disso, buchas, cremes, xampus e sabonetes complementam esse momento onde buscamos conciliar higiene e prazer.

Para muitos, isso parece ser coisa simples e trivial. No entanto, se dermos uma olhada nos períodos históricos, descobriremos que as coisas nem sempre foram assim. O hábito de tomar banho e as formas de se cuidar da higiene corporal variou muito de acordo com os conceitos de saúde e doença de certo período. Além disso, os produtos e instrumentos empregados nessa tarefa eram bastante diferentes daqueles que hoje imperam nos banheiros.

No mundo greco-romano, o banho era uma ação realizada de forma coletiva. Várias termas eram construídas para que gregos e romanos pudessem cuidar de seu corpo. Para retirar a sujeira acumulada na pele, esses povos utilizavam uma ferramenta conhecida como strigil. O strigil consistia em uma espátula de ferro com trinta centímetros que era esfregada na pele depois que o corpo era todo besuntado com uma espécie de óleo. Em alguns casos, os escravos eram responsáveis pela limpeza de seus senhores.

Quando realizamos uma viagem para algum lugar inóspito ou limitado em recursos, o famoso banho de caneca acaba sendo a única alternativa para manter o corpo limpo. Na verdade essa ideia é bem antiga. Na Antiguidade, a ausência de redes encanadas e esgotos era suprida com a utilização de copos e bacias que permitiam a realização do banho. Geralmente, as pessoas se sentavam em uma cadeira enquanto despejavam pequenas porções de água nos lugares a serem higienizados.

Mediante tantas dificuldades e a limitação de recursos, você já deve estar aliviado por ter o inestimável privilégio de fazer uso de uma cheirosa e suave barra de sabão. Pois saiba que os antigos também pensaram nisso! Os babilônios realizavam uma mistura com gordura animal e cinzas vegetais para passar no corpo e no cabelo. Entre os egípcios a receita era um pouco mais elaborada, levando cinzas, bicarbonato de sódio e argila.

Entre os orientais, a necessidade de se higienizar a pele era intercalada pelo uso de pedra ou cerâmica para se esfoliar a camada mais superficial da pele. Para aliviar a agressão do processo, terminavam seu banho com a aplicação de água de flor de laranjeira, pentes, pastas e perfumes. Em algumas culturas do mundo oriental, esse tipo de procedimento ainda pode ser visivelmente reconhecido.

Os luxos e regalias que hoje temos na hora do banho apareceram há pouco tempo. Na Inglaterra do século XIX, as banheiras começaram a se popularizar entre as famílias mais abastadas. Em algumas residências, os empregados se apressavam para instalar a banheira no quarto com água quente antes que seus patrões chegassem em casa. Já o chuveiro elétrico, só ganhou mais espaço com o processo de urbanização das sociedades contemporâneas e a ampliação das redes de energia.

Por Rainer Sousa
Mestre em História

sábado, 23 de outubro de 2010

Sonambulismo


O sonambulismo é um distúrbio que ocorre durante o sono. O indivíduo quando está dormindo consegue levantar da cama, andar, falar e até realizar alguns tipos de atividades rotineiras.

O distúrbio normalmente se manifesta nos estágios 3 e 4 do sono não-Rem. O sono NRem corresponde a 75% do sono total e é dividido em quatro estágios que se inicia com sonolência e termina após, aproximadamente, 40 minutos de sono, fase em que o indivíduo dorme profundamente.
O sonambulismo é desencadeado em pessoas que possuem as ondas cerebrais emitidas pela ponte cerebral com característica irregular, o que as impede de inibir as funções motoras do organismo, fazendo com que essa permaneça ativada mesmo com o consciente dormindo. Nesse período o indivíduo não sabe o que está fazendo, de forma que ao acordar não se recorda de nada, pois inconsciente fica em repouso.

A duração do estado sonâmbulo é variável, pode durar de poucos segundos a vários minutos e terminar de forma espontânea ou interrompida, quando alguém acorda o sonâmbulo. Ao detectar o sonambulismo de um indivíduo é importante que sejam retirados dos ambientes objetos que podem apresentar risco de acidente.

O sonambulismo pode ocorrer na infância de forma temporária, se não desaparecer na infância pode se manifestar na fase adulta, nesse caso deve-se fazer um estudo minucioso sobre o caso. Na infância, o sonambulismo influencia a criança a urinar em armários, plantas e outros locais inapropriados.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Timidez


A timidez é um padrão de comportamento que ocorre em qualquer indivíduo em face de determinada situação. Existem pessoas que possuem maior concentração desse comportamento, ou seja, sentem-se tímidos em inúmeras situações ou até mesmo na maioria delas, o que pode provocar timidez crônica e até fobia social.

Um indivíduo tímido sente medo de dizer besteiras, falar errado, de não ser aceito, de não ser compreendido, de ser rejeitado pelas pessoas, tornando assim seu comportamento cada vez mais acentuado, já que com o passar do tempo o sentimento do medo tende a se elevar. Dessa forma, o indivíduo passa a sentir insegurança, baixa auto-estima, depressão, ansiedade e ainda sente-se inferior aos demais.

No período da adolescência a timidez torna-se mais evidenciada, pois nesse período o organismo, bem como o psicológico, passa por uma grande transformação que exige do adolescente uma rápida adaptação.

Quando a timidez atinge o nível crônico, ou seja, quando ocorre em todos os convívios sociais, o indivíduo não consegue se comunicar com pessoas estranhas a fim de fazer novas amizades, não fala em público, não consegue falar com autoridades, podendo até ter dificuldades em se relacionar com pessoas de sua própria família resultando no seu isolamento total.

A partir da timidez crônica, a fobia social ocorre facilmente,essa é uma situação patológica, ou seja, já é considerada como doença. Na manifestação da fobia social, o indivíduo apresenta ansiedade, tremores, falta de ar, tonteira, diarréia e sudorese. Diante dessa situação, o indivíduo já passa a ter necessidades de ser tratado por um especialista, pois precisa de medicamentos que inibam sua ansiedade e terapias para que seus medos sejam trabalhados e aceitos.